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| Esgoto é jogado em mata e corre em vala negra próximo a casas na Rua Darcy Noronha Filho - Foto Bruna Chaves |
Publicado em 2/11/2011, Jornal Diário do Vale
Preocupados com as doenças e incomodados com o mau cheiro que o esgoto das residências da Rua Darcy Noronha Filho, no bairro Vila Independência, em uma localidade conhecida como Grotão, tem causado, os moradores vêm tentando conseguir junto ao Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) uma solução, mas o problema continua.
De acordo com o ajudante de transporte Julio Cesar Benedito, que mora no local há seis anos, o esgoto de sua casa está sendo lançado em uma mata que fica em um terreno em declive, em frente à sua residência. O esgoto dos outros moradores também é lançado no mesmo local.
- Isso é errado, porque pagamos a rede de esgoto, estamos com as contas em dia e não tem cabimento eles jogarem a rede de esgoto aqui na mata, pois, além de outros problemas, isso vem acabando com a mata também. Antes tinha pés de frutas, como abacate, manga, e hoje descemos a mata e não há mais nada - disse, citando que sua filha já apresentou problemas de saúde.
Julio Cesar contou ainda que chegou a procurar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Saae:
- Fui ao Meio Ambiente e não me deram atenção, disseram apenas que iam ver. Fui ao Saae, que também não deu uma posição certa. Chegavam aqui e falavam muitas coisas, como fazer serviço interno, e então fui procurar a Justiça, pois estão cobrando o esgoto quando não temos.
Outro morador da rua, que pediu sua ligação de esgoto há pouco tempo, disse não ter outra solução. Matheus Mariano, que trabalha como segurança, apontou ainda os transtornos com animais e insetos.
- A rede vai ser ligada e vão jogar na mata. Isso atrapalha muito porque há um mau cheiro insuportável. Vemos aqui baratas, ratos e muitos mosquitos - falou.
No pé do morro onde há a mata corre uma vala negra que recebe todo o esgoto de pelo menos cem residências da localidade.
- Antes, o cano do esgoto que sai de nossas residências descia até a metade da mata, mas de tanto reclamarmos eles esticaram um pouco, mas ainda assim não chegou até a vala - contou Julio Cesar.
Sebastião de Assis Pinheiro, ferramenteiro, disse que eles não recebem a atenção necessária para que o problema da comunidade seja resolvido:
- Às 6h ninguém consegue ficar por aqui, porque o cheiro é insuportável. Eles vêm, olham e dizem que é muito difícil. A vala negra sai no bairro Santa Clara e deságua no Rio Barra Mansa. Na escritura do meu terreno consta uma rua projetada onde passa a vala. Mais abaixo, há casas próximas à vala, onde a situação deve ser ainda pior.

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